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SANTIDADE: VOCÊ QUER SER MODELO?



Um apelo ao testemunho cristão e a uma maior medida de amor a Jesus Cristo. Esse foi o tom da pregação do coordenador nacional do Ministério de Oração por Cura e Libertação no ENF 2012, Onazir Conceição, durante a manhã de sábado, dia 28 de janeiro. Confira no artigo abaixo os principais tópicos e os questionamentos diretos feitos por ele durante  a sua fala.

Por Onazir Conceição
Coordenador Nacional do Ministério de Oração por Cura e Libertação
Grupo de Oração Rainha da Paz

Pra começar esta reflexão, gostaria de lembrar que o primeiro milagre que acontece quando somos desafiados a falar sobre a santidade é o fato de um pecador, como eu, estar tentando converter outros pecadores.  Também explico que   não venho aqui fazer uma nova proposta de santidade.  Não gostaria de trazer uma ideia de santidade que já estamos acostumados a ver, aquela ideia retratada pelos artistas, nos quadros, nas imagens etc.  Nada de ideias de piedade e de tristeza, de pessoas cabisbaixas. Não venho ainda para questionar a roupa que você usa, o calçado, a cor do esmalte em suas unhas ou o corte dos seus cabelos! Acho que isso é muito pouco. A santidade que buscamos não é aquela que traz um rosto de sofrimento. Isso porque para ser santo não estamos condenados a permanecer na fila dos derrotados; pelo contrário, fomos eleitos para sermos vitoriosos!

No entanto,  ao abordar essa temática, confesso que tenho medo que esse artigo encontre muitas  pessoas resistentes, que não se interessam sobre esse tipo de reflexão.  Pessoas que creem estar  numa fé “madura”, num outro patamar, e que já não necessitam  pensar a respeito. Consideram   isso um retrocesso na caminhada, porque ouviram sobre esse assunto o suficiente.  Vejamos o que diz a Palavra de Deus, então.

Está escrito: “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fieis,

LIDANDO COM AS CRISES



Aprenda a arte de bem-viver

“A maior ciência não é descobrir novas galáxias ou novas partículas nucleares, mas a descoberta dos segredos dos corações e a sabedoria de compreendê-los”.

Como seria bom se – ao puxarmos a folha do calendário do dia anterior – fosse para o cesto de lixo todas as nossas maldades, problemas e tristezas vividos. Contudo, nada disso acontecerá se, ao iniciar um novo dia, não nascer também em nosso coração o desejo de traçar novas metas ou corrigir outras, nas quais não obtivemos bons resultados.

Apenas “mentalizar” as mudanças que desejamos, sem agir para que estas aconteçam, de nada resolverá.

Viver mudanças, certamente, exigirá de cada um de nós esforço e dedicação, pois, conhecemos nossas fraquezas, medos, inseguranças e incapacidades. Talvez, deixar as coisas como estão seja a atitude mais fácil, rápida, indolor e cômoda. No entanto, estabelecer vínculos

“MARIA É RAINHA PORQUE ESTÁ ASSOCIADA DE MODO ÚNICO AO SEU FILHO”


Catequese do Santo Padre durante a Audiência Geral da manhã de 22 de agosto de 2012

CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 22 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – Retomamos a seguir o texto da catequese do Papa Bento XVI durante a Audiência Geral, que foi realizada esta manhã, em Castel Gandolfo.

***

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje é a memória litúrgica da Santíssima Virgem Maria invocada com o título: "Rainha". É uma festa instituída recentemente, ainda se a devoção seja de origem antiga. Foi criada pelo Venerável Pio XII, em 1954, no final do Ano Mariano, definindo a data para o 31 de maio (cf. Carta Encíclica Ad Caeli Reginam, 11 de outubro de 1954: AAS 46 [1954], 625-640). Nesta ocasião, o Papa disse que Maria é Rainha mais do que qualquer outra criatura pela elevação de sua alma e pela excelência dos dons recebidos. Ela nunca deixa de conceder todos os tesouros do seu amor e dos seus cuidados pela humanidade (cf. Discurso em honra de Maria Rainha, 1º de novembro de 1954). Agora, após a reforma do calendário litúrgico, foi colocada depois de 8 dias da solenidade da Assunçaõ para sublinhar a estreita relação entre a realeza de Maria e a sua glorificação em alma e corpo junto ao seu Filho. Na Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II lemos assim: "Maria foi assunta à glória celeste, e exaltada por Deus como Rainha do universo, para que fosse mais plenamente conformada com o seu Filho” (Lumen gentium, 59).

Esta é a raiz da festa de hoje: Maria é Rainha porque está associada de modo único com o seu Filho, seja no caminho terreno, seja na glória do Céu. O grande santo da Síria, Efrém, o Sírio, afirma, sobre a realeza de Maria, que deriva da sua maternidade: Ela é Mãe do Senhor, do Rei dos reis (cfr. Is 9, 1-6) e nos mostra Jesus como vida, salvação e nossa esperança. O Servo de Deus Paulo VI lembrava na sua Exortação Apostólica Marialis Cultus: "Na Virgem Maria tudo é relativo a Cristo e tudo depende dele: por ele Deus Pai, desde toda a eternidade, a escolheu Mãe toda santa e a adornou de dons do Espírito, concedidos a mais ninguém "(n. 25).

Mas agora nos perguntamos: o que significa dizer Maria Rainha? É só um título como outros, a coroa, um ornamento como outros? O que significa isso? O que é esta realeza? Como já indicado, é uma conseqüência do seu ser unido ao Filho, do seu ser no Céu, ou seja, em comunhão com Deus; Ela participa da responsabilidade de Deus pelo mundo e do amor de Deus pelo mundo. Há uma ideia vulgar, comum, de rei ou rainha: seria uma pessoa com poder, riqueza. Mas este não é o tipo de realeza de Jesus e Maria. Pensemos no Senhor: a realeza e o ser rei de Cristo está cheio de humildade, serviço, amor: é acima de tudo servir, ajudar, amar. Lembremos que Jesus

PERSEVERAR É PRECISO


Os homens que fizeram história não desistiram no meio do caminho

Quando o assunto é perseverança, lembro-me de algumas lições que aprendi quando ainda era criança. Como morava em sítio distante da cidade, costumava caminhar muito e era normal fazer até viagens mais longas a pé. Por isso, era preciso sair de casa bem cedo para evitar o sol forte durante a caminhada. Recordo-me, por exemplo, de quando iámos em família visitar minha avó.

Tudo era festa, eu e minhas irmãs, também crianças, vivíamos com expectativa a preparação para essa viagem que tinha sempre data marcada com antecedência. Junto com a nossa mãe, pensávamos em tudo, inclusive nas coisas gostosas que iríamos comer, nos primos que nos esperavam para brincarmos juntos, etc.

Ainda sinto o cheiro do orvalho daquelas manhãs de verão, os primeiros raios do sol nos enchiam de força e alegria para começar a viagem. Mas o interessante é que a empolgação,

É SE TRANSFIGURANDO EM CRISTO QUE O CRISTÃO PODE TORNAR OS HOMENS MELHORES


Diante do “escândalo” da Cruz, a Palavra de Deus apresenta-nos o Cristo glorificado através de uma magnífica teofania, isto é, a manifestação de Deus. Revela-nos sua glória para dar sentido à morte de Jesus na cruz. Jesus levou seus discípulos escolhidos para uma alta montanha e se transfigurou diante deles. Suas vestes se tornaram brancas e brilhantes. Apareceram-lhe Moisés e Elias, símbolos da Lei e dos Profetas, síntese da antiga Aliança. Jesus condensa em si a Lei e a Profecia. Ele, em seu Sangue, sela a Nova Aliança (Lc 22,20). Nesse momento, “entraram na nuvem”, o que significa a presença de Deus. O Pai apresenta Jesus aos discípulos como seu Filho amado.

O Evangelho da Transfiguração liga-se à Paixão, pois tira os discípulos do escândalo da Cruz, dando-lhes a visão da futura glorificação pascal. Refletindo o tema da Aliança e Transfiguração participamos desta realidade. A obediência de Jesus deu-lhe a vitória. A meta do cristão é a transfiguração de sua fragilidade pela obediência da fé.

Somos transfigurados por Cristo a partir do Batismo e da presença do Espírito em nós. Somos revestidos de Cristo. Para chegar a isso, somos convidados a subir o monte que é Jesus. Estando na presença de Deus pelo amor, ouviremos as palavras do Pai: “Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz”. O Filho diz as palavras que ouviu do Pai.

O episódio da Transfiguração de Jesus deixa a mensagem que São Paulo em plenitude viveu,

COMO VOCÊ TEM CONSTRUÍDO SEUS PLANOS?


Repense o seu modo de ver a vida

Em nossa vida fazemos planos, estabelemos metas e, com isso, visualizamos situações que “podem vir a ser”, que “podem ocorrer”, e nos colocamos numa posição de expectativa e investimento de energia, trabalho e emoção. As expectativas de vida podem, em algum momento, concretizar-se ou não.

O acúmulo de expectativas e situações não resolvidas, bem como problemas cotidianos, profissionais e pessoais podem nos levar ao famoso estresse, que não vem apenas por aquilo que está externo a nós e visível, como problemas, pessoas, falta de dinheiro, desemprego, etc., mas especialmente ao que chamamos de fatores internos, e um em especial: a maneira como interpretamos a vida e seus acontecimentos, as pessoas com as quais convivemos, as situações pelas quais passamos.

Geramos ou pioramos um estado de estresse pela forma como encaramos a vida. Quer um exemplo bem simples de como isso acontece? Por um descuido, você bate seu carro. Não é nada grave, não houve vítimas. Qual a solução mais prática? Buscar um funileiro, avaliar os danos, fazer o orçamento, as formas de pagamento, se você pode ou não pagar agora e decidir por fazer o conserto. Isso é prático, racional e direto (mesmo sabendo que haverá um gasto e que você não poderá pagá-lo agora).

Porém, um modo que gera grande desgaste é olhar para a mesma situação cobrando-se: “Eu fiz tudo errado! Como pude bater este carro! Eu não me perdoo, sou mesmo um idiota”. Todos

PALAVRA AOS JOVENS SOBRE SEXO


Castidade: sem ela não se alcança a firmeza

Tenho recebido muitos e-mails de jovens que me perguntam como viver a castidade no namoro; como vencer o vício da masturbação, entre outros. Certamente para o jovem cristão hoje, no meio deste mundo erotizado, viver a castidade é uma conquista heroica; pois tudo o convida a manter vida sexual antes do casamento.  Os filmes pornográfico são abundantes nas locadoras, nos canais de TV por assinatura; as músicas estão repletas de letras excitantes; os rebolados indecorosos de moças seminuas na TV, etc., lançam pólvora no sangue dos rapazes e das moças.

Então, para viver na castidade hoje, como Deus manda no Sexto Mandamento (Não pecar contra a castidade), o jovem precisa ter muito amor ao Senhor. Só trocamos um amor por outro maior, diz o ditado. Só o amor a Jesus Crucificado por nós poderá ser para o jovem de hoje um forte motivo para ele ser casto e aceitar o que o Papa Bento XVI tem chamado de “martírio da ridicularização”, diante dos que zombam de nossa fé.

A gravidade do pecado da impureza, luxúria, é que com ele se mancha o Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (I Cor 12,27).  “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (I Cor 6,15).  “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Cor 6,18). São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo” (I Cor 6,20).

Jovem, se você quer viver a castidade, então, antes de tudo, precisa saber o seu valor; para isso escrevi um livro "O BRILHO DA CASTIDADE", mostrando toda a sua importância e beleza. Quanto mais for difícil vivê-la, tanto mais bela e mais importante ela será. Vejo o jovem casto hoje como aquele lírio branco que nasce no meio da podridão do lodo. Serão esses jovens que sustentarão a civilização que hoje desliza para o abismo.

Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos

GRUPO DE ORAÇÃO, COMUNIDADE FRATERNA


Grupos de Oração sem a experiência do Batismo no Espírito Santo, exercício dos carismas e o cultivo da vivência fraterna, revelam uma face desfigurada da RCC. Reflitamos a esse respeito tendo por base o texto de Rogério Soares, para a Revista Renovação, edição nº70, que nos traz, também, um comovente testemunho  sobre o que pode acontecer quando um Grupo de Oração vive plenamente sua identidade.

Por
Rogério Soares
Coordenador Estadual da RCC São Paulo
Grupo de Oração Kénosis

A identidade carismática é marcada por três elementos essenciais: o batismo no Espírito Santo, o exercício dos carismas e a vida fraterna. Embora existam outros ambientes em que a prática desse conjunto de elementos possa acontecer, o Grupo de Oração é, sem dúvida, um lugar privilegiado para que se viva profundamente tais experiências.

Dizemos “lugar privilegiado” – não exclusivo – pelo fato de que no Grupo de Oração tais experiências emanam “de modo natural” como decorrência da abertura da comunidade reunida à experiência do Espírito. Há na comunidade ali reunida uma fé expectante no agir de Deus que se manifesta por meio do Batismo no Espírito Santo, que derramará seus dons e carismas e possibilitará a experiência de vida fraterna.

Esses três elementos confirmam e autenticam a identidade carismática. Por isso mesmo, o rosto de um Grupo de Oração – comunidade carismática – só pode ser percebido na integração desses três elementos, no mínimo.

Na Renovação Carismática Católica, dois desses elementos estão sempre em relevo: as chamadas experiências de Batismo no Espírito e a prática dos carismas. De fato, esses dois elementos são emblemáticos e não podem ser relegados a um segundo plano ou postos como adornos na vida do Movimento. Isso significaria desfigurar o rosto da RCC, tornando-a

SANTIDADE: VOCÊ QUER SER MODELO?


Um apelo ao testemunho cristão e a uma maior medida de amor a Jesus Cristo. Esse foi o tom da pregação do coordenador nacional do Ministério de Oração por Cura e Libertação no ENF 2012, Onazir Conceição. Confira no artigo abaixo os principais tópicos e os questionamentos diretos feitos por ele durante  a sua fala.

Por Onazir Conceição
Coordenador Nacional do Ministério de Oração por Cura e Libertação
Grupo de Oração Rainha da Paz

Pra começar esta reflexão, gostaria de lembrar que o primeiro milagre que acontece quando somos desafiados a falar sobre a santidade é o fato de um pecador, como eu, estar tentando converter outros pecadores.  Também explico que não venho aqui fazer uma nova proposta de santidade.  Não gostaria de trazer uma ideia de santidade que já estamos acostumados a ver, aquela ideia retratada pelos artistas, nos quadros, nas imagens etc.  Nada de ideias de piedade e de tristeza, de pessoas cabisbaixas. Não venho ainda para questionar a roupa que você usa, o calçado, a cor do esmalte em suas unhas ou o corte dos seus cabelos! Acho que isso é muito pouco. A santidade que buscamos não é aquela que traz um rosto de sofrimento. Isso porque para ser santo não estamos condenados a permanecer na fila dos derrotados; pelo contrário, fomos eleitos para sermos vitoriosos!

No entanto,  ao abordar essa temática, confesso que tenho medo que esse artigo encontre muitas  pessoas resistentes, que não se interessam sobre esse tipo de reflexão.  Pessoas que creem estar numa fé “madura”, num outro patamar, e que já não necessitam pensar a respeito. Consideram isso um retrocesso na caminhada, porque ouviram sobre esse assunto o suficiente. Vejamos o que diz a Palavra de Deus, então.

Está escrito: “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fieis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade” ( 1Tm 4,12). Nesse trecho, São Paulo exorta o jovem Timóteo a tornar-se modelo para os fiéis, pois santidade é graça do Espírito Santo, mas que sugere o nosso empenho pessoal.  Desse modo, se pode ver que Deus

PASTOREIO: O CORAÇÃO DO PASTOR DEVE BATER POR SUAS OVELHAS


Viver o pastoreio de maneira concreta na instância em que Deus nos colocou. Com essa afirmação, a coordenadora nacional do Ministério de Formação, Lucimar Maziero, conduziu seu ensino sobre o tema do ano para a RCC em 2012. Confira o artigo abaixo:

Lucimar Maziero
Coordenadora nacional do Ministério de Formação
Grupo de Oração Javé Chamma

Quando falamos em pastoreio, logo duas imagens nos vêm à mente: a do pastor e a da ovelha. A figura do pastor nos ajuda a entender melhor as habilidades necessárias para se exercer a função de apascentar. Já a figura da ovelha, com suas características e demandas específicas, nos faz refletir sobre o ato do pastoreio. Com isso, compreendemos que para mergulhar no tema do ano da RCC não podemos esquecer que nosso chamado ao pastoreio é aquele que nos coloca ora como pastores, ora como ovelhas.  

I – Figura do pastor
Encontramos na Sagrada Escritura diversas citações referindo-se a pastores e ao trabalho do pastoreio.  Desde o Antigo Testamento há o chamado para o pastoreio das ovelhas do Senhor, como no livro do profeta Ezequiel 34,11 -16. Nessa referência bíblica, aprendemos que o pastor cuida de suas ovelhas conforme as necessidades que elas apresentam. Isso nos ajuda a entender que somos chamados para sermos pastores segundo aquilo que Deus sonhou para nós.

Esse modelo de pastoreio apresentado pelo profeta, no Antigo Testamento, se tornou concreto em Jesus, como podemos perceber em João 10, 11: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe

EVANGELIZAÇÃO E DIÁLOGO

Até hoje a intolerância encontra guarida em muitos corações

O servo de Deus Papa Paulo VI, de saudosa memória, ofereceu à Igreja, no ano de 1975, a Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, a respeito da evangelização no mundo contemporâneo. Quando muitos se perguntavam, por influência de correntes de pensamento já dominantes naquele período, a respeito do lugar da religião e da Igreja, esta se redescobriu na missão evangelizadora. A palavra do Papa fez os cristãos deixarem de olhar para o espelho, mirando seus próprios defeitos ou qualidades, para se voltarem para frente e para o alto, descobrindo que cada geração tem a mesma responsabilidade de anunciar o nome de Jesus Cristo.

Ainda no Antigo Testamento, um profeta chamado Jonas (cf. Jn 1,1-3,10) recebeu de Deus a difícil tarefa de anunciar a conversão. Sua primeira reação foi a fuga, pois lhe parecia muito complicado enfrentar Nínive que “era uma cidade fabulosamente grande, do tamanho de uma caminhada de três dias” (Jn 3,3). Depois de um naufrágio e a aventura “no ventre do peixe”, aceita pregar ao povo de Nínive. Se Deus queria que anunciasse a conversão, o profeta anuncia destruição. E o povo entende conversão! O resultado foi uma grande tristeza para o profeta: “Jonas ficou, então, muito amargurado e irritado. E assim orou ao Senhor: “Ah, Senhor! Não era isso mesmo o que eu dizia quando estava na minha terra? Foi por isso que eu corri, tentando fugir para Társis, pois eu sabia que és um Deus bondoso demais, sentimental, lerdo para ficar com raiva, de muita misericórdia e tolerante com a injustiça” (Jn 4,1-2).

Até hoje a intolerância encontra guarida em muitos corações. Correm pelo mundo pressões sobre a Igreja, reações negativas às iniciativas de diálogo e partilha com quem pensa diferente, como se não tivesse acontecido a revelação de Jesus Cristo, Verbo de Deus encarnado. Deus teve muita paciência com o povo antigo, cujos ideais e métodos muitas vezes incluíram levar à perdição os inimigos. O Senhor Jesus nos convidou a dar a outra face, quando se recebe um golpe, andar dois mil passos a mais com alguém e dar a capa a quem tirar o manto. A experiência vivida por Jonas é anunciadora de métodos novos e verdadeiramente revolucionários. Trata-se da revolução do Evangelho.

Depois da prisão de João Batista, Jesus iniciou a pregação do Evangelho. Seu convite é

O CAMINHO PARA O CONHECIMENTO DE DEUS

1. As duas dimensões da fé

Santo Agostinho fez, com relação à fé, uma distinção que continua clássica até hoje: a distinção entre as coisas que se creem e o ato de acreditar nelas. "Aliud sunt ea quae creduntur, aliud fides qua creduntur" (Agostinho, De Trinitate XIII,2,5), a fidea quae e a fides qua, como se diz na teologia. A primeira é conhecida também como fé objetiva, a segunda fé subjetiva. Toda a reflexão cristã sobre a fé se desenvolve entre estes dois polos.

Traça-se duas orientações. Por um lado temos aqueles que enfatizam a importância do intelecto no crer e, portanto, a fé objetiva, como assentimento às verdades reveladas; por outro lado, aqueles que enfatizam a importância da vontade e do afeto, portanto a fé subjetiva, o crer em alguém (“crer em”), mais do que crer em algo (“crer que”); por um lado aqueles que enfatizam as razões da mente e por outro aqueles que, como Pascal, enfatizam "as razões do coração".

Esta oscilação reaparece sob formas diferentes em cada curva da história da teologia: na Idade Média, na ênfase diferente entre a teologia de Santo Tomás e aquela de São Boaventura; no tempo da Reforma entre a fé confiante de Lutero e a fé católica informada pela caridade; mais tarde, entre a fé dentro dos limites da pura razão de Kant e a fé com base no sentimento de Schleiermacher e do romantismo em geral; mais perto de nós, entre a fé da teologia liberal e aquela existencial de Bultmann, praticamente desprovida de todo conteúdo objetivo.

A teologia católica contemporânea se esforça, como em outras vezes no passado, por encontrar o justo equilíbrio entre as duas dimensões da fé. Superamos a fase em que, por razões polêmicas contingentes, toda a atenção nos manuais de teologia tinha acabado concentrando-se na fé objetiva (fides quae), ou seja, sobre o conjunto das verdades que devem ser cridas. "O ato de fé – lê-se num respeitável dicionário crítico de teologia – na corrente dominante de todas as confissões cristãs, é hoje a descoberta de um Tu divino. A apologética da prova tende a colocar-se detrás de uma pedagogia da experiência espiritual que tende a começar uma experiência cristã, da qual se reconhece a possibilidade inscrita a priori em cada ser humano" (J.-Y. Lacoste et N. Lossky, “Foi“ , no Dictionnaire critique de Théologie, Presses Universitaires de France 1998, p.479, tradução nossa). Em outras palavras, mais que frisar a força da argumentação externa à pessoa, deve-se buscar ajudá-la a encontrar em si mesma a

O CAMINHO PARA O CONHECIMENTO DE DEUS

Padre Raniero Cantalamessa

1. As duas dimensões da fé

Santo Agostinho fez, com relação à fé, uma distinção que continua clássica até hoje: a distinção entre as coisas que se creem e o ato de acreditar nelas. "Aliud sunt ea quae creduntur, aliud fides qua creduntur" (Agostinho, De Trinitate XIII,2,5), a fidea quae e a fides qua, como se diz na teologia. A primeira é conhecida também como fé objetiva, a segunda fé subjetiva. Toda a reflexão cristã sobre a fé se desenvolve entre estes dois polos.

Traça-se duas orientações. Por um lado temos aqueles que enfatizam a importância do intelecto no crer e, portanto, a fé objetiva, como assentimento às verdades reveladas; por outro lado, aqueles que enfatizam a importância da vontade e do afeto, portanto a fé subjetiva, o crer em alguém (“crer em”), mais do que crer em algo (“crer que”); por um lado aqueles que enfatizam as razões da mente e por outro aqueles que, como Pascal, enfatizam "as razões do coração".

Esta oscilação reaparece sob formas diferentes em cada curva da história da teologia: na Idade Média, na ênfase diferente entre a teologia de Santo Tomás e aquela de São Boaventura; no tempo da Reforma entre a fé confiante de Lutero e a fé católica informada pela caridade; mais tarde, entre a fé dentro dos limites da pura razão de Kant e a fé com base no sentimento de Schleiermacher e do romantismo em geral; mais perto de nós, entre a fé da teologia liberal e aquela existencial de Bultmann, praticamente desprovida de todo conteúdo objetivo.

A teologia católica contemporânea se esforça, como em outras vezes no passado, por encontrar o justo equilíbrio entre as duas dimensões da fé. Superamos a fase em que, por razões polêmicas contingentes, toda a atenção nos manuais de teologia tinha acabado concentrando-se na fé objetiva (fides quae), ou seja, sobre o conjunto das verdades que devem

“VINDE ESPÍRITO CRIADOR”


1. A fé termina nas coisas

O filósofo Edmund Husserl resumiu o programa da sua fenomenologia no lema: Zu den Sachen selbst!, dirigir-se para as mesmas coisas, para as coisas como elas realmente são na realidade, antes da conceituação e formulação delas. Outro filósofo, vindo depois dele, Sartre, diz que "as palavras e, com elas, o significado das coisas e os modos do seu uso” são apenas “os sinais sutis de reconhecimento que os homens têm traçado na superfície deles": é necessário superá-los para ter a súbita revelação, que tira o fôlego, da "existência" das coisas (J.-P. Sartre, La Nausea, trad. ital, Milano 1984, p. 193 s, Tradução Portuguesa nossa).

Santo Tomás de Aquino tinha formulado muito antes um princípio análogo em referência às coisas ou aos objetos da fé: "Fides non terminatur ad enunciabile, sed ad rem”: a fé não termina nos enunciados, mas na realidade (Tomas de Aquino, Suma teologica, II-IIae , q. 1,a.2,ad 2.). Os Padres da Igreja são modelos insuperáveis desta fé que não para nas fórmulas, mas vai até a realidade. Tendo passado esta era de ouro dos grandes padres e doutores, vemos quase que imediatamente o que um estudioso do pensamento patrístico define “o triunfo do formalismo" [Cf. G. Prestige, God in Patristic Thought, London 1936, chap. XIII( trd. Ital., Dio nei pensiero dei Padri, Bologna, il Mulino, 1969, pp. 273 ss), Tradução portuguesa nossa]. Conceitos e termos, como substância, pessoa, hipóstase, são analisados e estudados por si mesmos, sem a constante referência à realidade que com eles os criadores do dogma tinham tentado expressar.

Atanásio é talvez o caso mais exemplar de uma fé que está mais preocupada com o conteúdo do que com o seu enunciado. Por algum tempo, depois do Concílio de Nicéia, ele parece quase ignorar o termo homousios, consubstancial, embora defendendo com a tenacidade que vimos na última vez o seu conteúdo, ou seja, a plena divindade do Filho e a sua igualdade com o Pai. Também está pronto para acolher termos equivalentes para ele, desde que ficasse claro que se pretendia manter firme a fé de Nicéia. Só mais tarde, quando ele percebeu que aquele termo era o único que não deixava brechas para as heresias, fez cada vez mais uso dele.

Destacamos isto porque conhecemos os danos que causados à comunhão eclesial o fato de dar mais importância ao acordo dos termos do que ao conteúdo da fé. Nos últimos anos tem sido possível restaurar a comunhão com algumas igrejas orientais, as assim chamadas

DEUS É A RESPOSTA


É próprio do ser humano questionar-se de situações existenciais como: Qual a nossa origem? Qual a finalidade da vida? Como explicar a presença do mal, do sofrimento e a inevitabilidade da morte?

Nem sempre encontramos as respostas suficientes para essas questões, mas o importante é sempre estarmos à procura delas.

Hoje em dia, há milhões de homens que são tentados a perder a própria razão e esperança de viver por estarem privados das condições materiais mínimas de existência. A fome, a indigência imposta pelas condições injustas da vida social, a falta de trabalho, inexistência de recursos mínimos de educação, de assistência médica e social levam pessoas, tanto em países ricos como pobres, a desconhecerem o significado da própria existência. Se elas perdem o significado de sua própria existência, imagine como elas vão ver a vida dos outros. Daí os assassinatos, estupros, pois ao perderem a razão existencial da vida vivem como animais.

Várias pesquisas têm demonstrado que é mais angustiante par o homem moderno, especialmente para os jovens, a crise provocada pela falta de sentido e de significado da vida, o sentimento de vazio, do que a carência ou dificuldades para a consecução de outros bens. O vazio existencial mostrou-se bastante evidente em um levantamento feito entre cem alunos de Harvard, todos eles proveniente de família abastadas: uma quarta parte desses alunos duvidava que suas vidas tivessem algum sentido. As revistas psiquiátricas informaram que esse mesmo fenômeno ocorria em todos os países socialistas europeus.

Sem dúvida, conflitos de valores ou “frustração existencial” podem levar o indivíduo às neuroses,

A FÉ NO MISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE


 Em anos não distantes, tem-se havido propostas teológicas que, apesar das profundas diferenças entre elas, tinham um esquema de fundo comum, às vezes claro, às vezes implícito. Tal esquema é muito simples, porque redutivo. Os dois maiores mistérios da nossa fé são a Trindade e a Encarnação: Deus é uno e trino; Jesus Cristo é Deus e homem. A essência das propostas às quais me refiro diz assim: Deus é uno, e Jesus Cristo é homem. Cai a divindade de Cristo e, com essa, a Trindade.

O resultado deste processo é que acaba-se aceitando tacitamente e hipocritamente a existência de duas fé e de dois cristianismos diferentes, que só têm o nome em comum: o cristianismo do Credo da Igreja, das declarações ecumênicas conjuntas, nas quais, com as palavras do símbolo Niceno-Constantinopolitano, continua a professar a fé na Santíssima Trindade e na plena divindade de Cristo, e o cristianismo de grandes segmentos da cultura, também exegética e teológica, nas quais estas mesmas verdades são ignoradas ou interpretadas de forma bastante diferente.

Neste clima, é particularmente oportuna uma revisitação dos Padres da Igreja, não só para conhecer o conteúdo do dogma no seu estado nascente, mas ainda mais para reencontrar a unidade entre a fé professada e a fé vivida, entre a “coisa” e o seu “enunciado”. Para os Padres a Trindade e a unidade de Deus, a dualidade das naturezas e a unicidade da pessoa de Cristo não eram verdades para se discutir na teoria somente ou nos livros em diálogo com outros livros; eram realidade vitais. Parafraseando uma piada que circula nos ambientes esportivos, poderemos dizer que tais verdades não eram para eles questão de vida ou de morte; eram muito mais!

1. Gregório Nazianzeno, cantor da Trindade
O gigante sobre o qual queremos subir nas costas hoje, é São Gregório Nazianzeno, o horizonte que queremos vasculhar com ele é a Trindade. É seu o grandioso quadro que mostra o desdobrar-se da revelação da Trindade na história e a pedagogia de Deus que se revela nele. O Antigo Testamento, escreve, proclama abertamente a existência do Pai e começa a anunciar veladamente aquela do Filho; O Novo Testamento proclama abertamente o Filho e começa a revelar a divindade do Espírito Santo; agora, na Igreja, o Espírito nos concede distintamente a sua manifestação e se confessa a glória da beata Trindade. Deus dosou a sua manifestação, adaptando-a aos tempos e à capacidade receptiva dos homens (Cf. Gregorio Nazianzeno, Oratio 31, 26. Trad. portuguesa nossa, Trad ital di C. Moreschini, I cinque discorsi teologici, Roma, Città Nuova, 1986).

Esta divisão tríplice não tem nada a ver com a tese, conhecida sob o nome de Joaquim de Fiore,

UMA RESPOSTA CRISTÃ AO CIENTIFISMO ATEU



Apresentamos a primeira pregação do Advento pronunciada pelo pregador da Casa Pontifícia, Pe. Raniero Cantalamessa, OFMCap, diante do papa Bento XVI e da cúria romana, sobre "A resposta cristã ao cientificismo ateu".

"Quando olho para o teu céu, obra de tuas mãos, vejo a lua e as estrelas que criaste: Que coisa é o homem?" (Sl 8, 4s)

1. A tese do cientificismo ateu
As três meditações deste Advento 2010 querem ser uma pequena contribuição à necessidade da Igreja que levou o Santo Padre Bento XVI a instituir o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização e escolher este tema para a próxima Assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos: Nova evangelizatio ad cristianam fidem tradendam - A nova evangelização para a transmissão da fé cristã.

A intenção é identificar alguns "nós" ou obstáculos que fazem muitos países de antiga tradição cristã "refratários" à mensagem do Evangelho, como diz o Santo Padre no Motu Proprio com o qual estabeleceu o novo Conselho [1]. Os "nós" ou os desafios que eu pretendo levar em consideração e aos quais eu gostaria de tentar dar uma resposta de fé são o cientificismo, o secularismo e o racionalismo. O apóstolo Paulo classifica esses desafios como "as muralhas e fortalezas que se levantam contra o conhecimento de Deus" (cf. 2Cor 10, 4).

Nesta primeira meditação examinemos o cientificismo. Para compreender o que se entende com este termo podemos começar pela descrição feita por João Paulo II:

"Outro perigo a ser considerado é o cientificismo. Esta concepção filosófica recusa-se a admitir, como válidas, formas de conhecimento distintas daquelas que são próprias das ciências

ONDE ESTÁ A VONTADE DE DEUS?

Tenha a coragem de ouvir a resposta


Muitas vezes, o que mais desejamos na vida é saber saber qual é a vontade de Deus a nosso respeito. Rezamos, ouvimos opiniões, lemos a Bíblia, mas parece que ainda falta alguma coisa para nos dar a certeza do que o Senhor quer para nós. Nestes dias tive um sonho que me ajudou neste sentido, por isso o partilho com você: Sonhei com um barco em alto-mar, nele estavam dois homens, um remando com grande dificuldade e o outro contemplando-o, serenamente, sentado ao seu lado. Era um cenário bonito, o mar azul iluminado pelos primeiros raios de sol naquela manhã de primavera inspirava serenidade e paz. Porém, fiquei incomodada ao ver que um homem fazia tanto esforço ao remar sozinho, e o outro continuava tão descansado ao seu lado. Foi quando Deus me fez compreender que o mesmo nos acontece às vezes.

O mar é a liberdade que o Senhor nos concede por amor, o barco é a nossa vida, o homem tentando remar sozinho somos nós que queremos conduzir nossa história com as próprias mãos e o homem sentado ao lado, a contemplar o esforço do companheiro, é o Senhor que permanece conosco, mas respeitando nossa liberdade, espera o momento em que Lhe pedimos ajuda para intervir. Ainda no sonho, em certo momento, aquele homem já cansado, entregava os remos ao companheiro e este, com muita destreza, conduzia a embarcação na rota certa sem demora. Era como ouvir Deus falar: “Dijanira, é isso que você precisa fazer hoje, entregue o barco da sua vida em minhas mãos, pois Eu sei remar. Estou aqui ao seu lado pronto para ajudá-la. Se continuar insistindo em remar sozinha, vai se cansar e não chegará aonde deseja. Deixe
que Eu conduza seu barco, deixe que Eu reme por você. Confie em mim!”
Compreendi que na busca de discernir a vontade Deus, Ele nos propõe docilidade, confiança e atitude. Pois não podemos dizer que temos fé se não confiamos, e confiar exige a atitude de deixar Deus “remar” por nós.

Talvez você me diga: "Já fui tão decepcionado (a). Como posso confiar de novo?" Isso é possível com a graça de Deus! As pessoas nos decepcionam, e é natural que seja assim. Ninguém é perfeito neste mundo e, um dia ou outro, mesmo quem amamos acaba agindo da maneira que não esperávamos, ou seja, nos decepciona. Mas é a atitude de confiar na graça divina, que pode agir por intermédio daquela pessoa, que nos impulsiona a continuar acreditando. E com Deus não é diferente, Ele é perfeito, mas, muitas vezes, esperamos d'Ele o que por amor Ele não realiza e isso pode nos decepcionar. Neste caso, precisamos acreditar no amor do Senhor e recomeçar um relacionamento de confiança total n'Ele para chegarmos à

RENÚNCIA É DECISÃO SEM ARREPENDIMENTO


As ações que submetemos a fazer sempre ocasionam consequências devido à forma, intensidade, circunstância de suas ações. Um exemplo muito bom para definirmos esse pensamento é uma camisa branca que foi submetida a levar um banho de tinta da cor amarela, obviamente a camisa passa a ter a coloração amarela devido ao banho que a camisa levou. A consequência de nossas ações muitas vezes acarreta o acréscimo de detalhes como sentimentos, maturidade, felicidade ou até mesmo tristeza e muitos outros detalhes.

Diante de toda a nossa vida, passamos a fazer ou agir de acordo com os nossos pensamentos, sonhos, desejos; mas há pessoas que não conseguem identificar seus sonhos ou até mesmo repentinas vontades e passam a viver de acordo com os sonhos do seu próximo, e muitas vezes seu próximo é um amigo, um irmão. E com isso você começa a negar suas próprias vontades, sendo falso consigo mesmo, e muitas vezes a consequência disso é se frustrar abundantemente, pois a falsidade incomoda e falsidade de si mesma ocasiona uma dor muito maior em suas vidas.

Hoje na sociedade há muitos jovens vivendo de acordo com os pensamentos de pessoas que não tem consciência nenhuma, vivem apenas para se divertir em festas, bebidas e as drogas. A cada dia cresce o número de jovens que estão nas ruas se drogando, destruindo sua juventude com coisas que só levam a destruição, não só em sua vida, mas destroem a vida familiar, causando brigas dentro de casa.

A juventude atual está ficando sem sonhos, sem esperança de nada. Não sabem dar um passo sequer sem a intervenção dos outros e isso tem que parar, pois a juventude é o presente e futuro da nação. O que seremos daqui a 20 ou 30 anos se a nossa base de vida vem de jovens que se drogam, se prostituem e se corrompem.

É hora de decidirmos pela nossa felicidade, de renunciarmos os pensamentos alheios e buscarmos de Deus

A DIFERENÇA ENTRE PROVAÇÃO E TENTAÇÃO


A receita para identificar os objetivos desses sentimentos

Precisamos entender que a provação é uma situação de aflição e sofrimento. Esse aspecto é tratato em Tiago 1, 3. Quando falamos desse assunto [provação], estamos tocando na origem, falando daquele de quem vem a ação. Somente Deus nos prova na intenção de nos fazer alcançar uma fé madura e, diante dessa dimensão, vamos perceber que a provação contempla fins que nos leva à perfeição. Entretanto, podemos correr o risco de, diante de uma provação, cair num sentimento de revolta contra Deus. Há necessidade de aproveitar desse momento [de provação].

Enquanto que a tentação tem origem no demônio. É uma atração para fazer o mal no intuito de buscar o prazer, egoísmo ou o lucro. Há situações de tentação que são culpa de nossa própria concupisciência. São as nossas tendências que nos levam à decadência que o tentador deseja: o afastamento de Deus.

Como instrumento contra a tentação precisamos rezar, estar vigilantes para que a graça venha em favor daqueles que são tentados. É tambem nosso dever socorrer aqueles que caem envolvidos pelas armadilhas do tentador. Ainda assim, na tentação podemos aprender a partir de nossos limites, das nossas fraquezas e assumir cada vez mais nossa dependência de Deus.

Padre Eliano Luiz, neste Podcast, nos apresenta a “receita” para identificarmos as diferenças e os objetivos que nos levam à tentação e à provação quando somos alcançados por elas.

Padre Eliano Luiz - SJS
Fraternidade Jesus Salvador

Fonte: Canção Nova