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SANTO EXPEDITO - O SANTO DAS CAUSAS URGENTES


Santo Expedito foi martirizado na Armênia, onde era comandante-chefe da XII Legião Romana, aquartelada na cidade de Melitene, no fim do século 3, de vida devassa. Mas um dia, tocado pela graça de Deus, resolveu mudar de vida. Foi então que lhe apareceu o espirito do mal em forma de corvo. E o corvo lhe gritava cras...! cras...! cras...!, palavra em latim que quer dizer amanhã... amanhã... amanhã. Deixa sua decisão para amanhã! Não tenhas pressa! Espere por tua conversão!

Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo grita HODIE (hoje), nada de adiamento. É agora. Cristão convertido, assim como toda a sua tropa, Expedito foi vítima da ira do imperador Diocleciano.
A importância de seu posto fazia dele um alvo especial do ódio do imperador. Foi flagelado até sangrar e depois decapitado pela espada. Pela sua conversão imediata e não tardia, Santo Expedito é invocado nos casos que exigem solução imediata, e nos assuntos em que alguma demora em sua solução poderia causar prejuízo.

Santo Expedito não deixa seu auxilio para amanhã, ele atende hoje mesmo, e na hora em que necessitamos de sua ajuda. Sua resposta é imediata. Porém sua espera também, que não devemos deixar nossa conversão para amanhã, e nos exige que o que lhes é prometido seja cumprido de imediato, sem demora.

Pe. Jonas Abib
Fonte: Canção Nova


Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, socorre-me nesta hora de aflição e desespero, intercede por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Tu que és um santo guerreiro, tu que és o santo dos aflitos, tu que és o santo dos desesperados, tu que és o santo das causas urgentes, protege-me, ajuda-me, dá-me força, coragem e serenidade. Atende o meu pedido................(fazer o pedido).

Ajuda-me a superar estas horas difíceis, protege-me de todos os que possam me prejudicar, protege a minha família, atende ao meu pedido com urgência. Devolve-me a paz e a tranquilidade. Serei grato pelo resto de minha vida e levarei teu nome a todos os que têm fé.
Obrigado.
(Rezar Pai-Nosso, Ave-Maria e fazer o sinal-da-cruz)
O EROS GREGORIANO – por Diác. Júlio Ferreira, SCJ


Olá amigos do CommunioSCJ, é grande alegria que volto para comentar este grande santo no qual sou muito devoto. São Gregório de Nissa é um dos membros da minha comunidade interior.

Gregório nasceu em Cesaréia, na Capadócia, por volta do ano 331 D.C. Ele faz parte da fraternidade abismal dos “homens de diamante” que receberam a denominação de capadócios, cuja influência e busca de buscar o único essencial marcou a história cristã.

Ele dizia que “ser cristão não é retrair-se, timidamente, em suas crenças de formas sectária, mas abrir-se para questões de sua época, tentando dar-lhe uma resposta à luz da experiência e da graça”.

O Eros gregoriano é o caminho que deve percorrer o desejo do homem em direção à realidade da qual ele é sedento. Para Gregório, a causa do sofrimento e do mal estar do homem é a sua separação do real, a saber: a ignorância do Ser que ele conserva, apesar da espessura do esquecimento, a nostalgia e o desejo. Por seu parentesco com o infinito, o homem transforma-se em um animal insatisfeito, um ser de desejo.

“Com efeito, do mesmo modo que, graças aos princípios luminosos de que é constituído, o olho participa da luz e, em virtude deste poder inato, atrai para si aquilo que tem a mesma natureza, assim também com uma certa afinidade com o divino foi misturada com a natureza humana para lhe inspirar, por meio desta correspondência, o desejo de se aproximar do que lhe é aparentado”(Discurso catequético).

O desejo não surge do homem, mas é criado por essa afinidade com a natureza divina que Deus depositou

POR QUE NÃO COMEÇAR A SER?
Por Diácono Júlio Ferreira, SCJ.


“Por que não começar a ser o que seremos?” São Cipriano de Cartago.

Olá amigos do CommunioSCJ, que alegria escrever a mensagem desta semana. Estamos meditando sobre a vida de São Cipriano de Cartago, Bispo e Mártir. Particularmente é um dos santos que eu mais amo, pois o lema da minha vida é a sua frase, que interroga: “Por que não começar a ser o que seremos?”.

 O que nós seremos? Seremos o que fomos! O que somos não é o que fomos nem o que seremos, estamos em transformação. O “seremos” é a condição do que “fomos”, estávamos juntos de Deus e éramos participantes da sua vida na eternidade. Somos chamados a voltar a essa condição beatífica, real de felicidade plena. De movimento eterno no qual estávamos envolvidos. “A esperança e a paciência são necessárias para levarmos ao bom termo o que começamos a ser”. (LITURGIA DAS HORAS vol. 1, 1ª semana do Advento – Sábado – Do Tratado sobre o bem da paciência, p. 158).

São João da Cruz diz que: “O que Deus pretende é fazer nos deuses, não por essência, mas por participação”. (SÃO JOÃO DA CRUZ, Obras Completas, ditos de Luz e Amor, 105). A Santíssima Trindade sempre quer divinizar o ser humano. A Trindade é Una e Trina, é Deus em três pessoas. E sua relação Trinitária é amorosa. Este amor, que é amor-Ágape, amor doação, não consegue ficar somente imanente, mas, transborda saindo de si mesma. O objetivo da Trindade é divinizar o ser humano, com um fogo que transforma tudo em fogo. Divinizados (Théosis) é o que nós seremos.

“Logos-Cristo precisava tornar-se humano, sobretudo para, como mestre, dar aos seres humanos ‘sua aula celestial’ sobre o amor (Clemente Propt 11, 114, 4). Neste sentido também o motivo da troca, oriundo de Ireneu, é transformado: ‘O Logos tornou-se ser humano para que aprendais de um ser humano como o ser humano pode tornar-se divino”.(HAMMAN, 1980, p.18).

Seremos deuses por participação! Entrementes, por que não começar já, se nossa meta é sermos deuses?

SÃO GREGÓRIO NAZIANZENO: UM SÁBIO QUE NÃO NOS DEIXA ESQUECER QUEM SOMOS


Amados amigos.

Inicio afirmando que estava com saudades de escrever para nosso blog. As semanas que passei com meus pais e preparando minha ordenação não permitiram que eu meditasse com vocês sobre nossos Pais na fé. Rapidamente recordo que já meditamos sobre os Padres Apostólicos (São Clemente de Roma, Santo Inácio de Antioquia), os Padres Apologistas (Santo Justino e Santo Ireneu), os Padres da Escola de Alexandria (São Clemente de Alexandria, Orígenes, Santo Atanásio e Santo Cirilo de Jerusalém), os Padres do Norte da África (Tertuliano e São Cipriano), o Padre Historiador (Eusébio de Cesareia) e agora meditamos os Padres Capadócios (anteriormente Basílio Magno e neste texto Gregório Nazianzeno).

No século IV, na região da Capadócia, Basílio Magno, Gregório Nazianzeno e Gregório de Nissa representaram a Igreja com um altíssimo grau de reflexões teológica, mística e social. Como frater Lucas já nos ajudou com a meditação sobre São Basílio e na semana passada começou a refletir sobre São Gregório Nazianzeno, proponho que leia estes textos e prossigamos nesta esteira de meditativa. Facilmente perceberemos que ele, a exemplo da maioria dos teólogos daquela época – o que deveria ser regra para todos os períodos históricos – teve enorme gosto pelo silêncio contemplativo que o impulsionou qualitativamente nos seus escritos.

Seguramente vivemos ouvindo as pessoas dizerem que não possuem tempo para nada… Ouvimos desabafos e lamúrias que não encontram tempo para rezar e ter contato com os textos do papa e livros de qualidade… Ao mesmo tempo é constatável que não lhes falta tempo para a internet, supérfluos programas de TV, momentos de lazer que se prolongam sem dar-se conta do tempo gasto, como coisas parecidas em que a preguiça  nem chega perto…

Para nós – incluo-me – São Gregório poeticamente recorda: “tens uma tarefa, alma minha,/ uma grande tarefa, se quiseres./Perscruta seriamente a ti mesma,/ o teu ser, o teu destino;/ de onde vens e onde deverás pousar;/ procura conhecer se é vida a que vives/ ou se há alguma coisa mais/. Tens uma tarefa, alma minha,/ por isso purifica a tua vida:/considera, por favor, Deus e os seus mistérios,/ indaga o que havia antes deste universo/ e o que ele é para ti,/ de onde veio, e qual será o seu destino. / Eis a tua tarefa, / alma minha, / purifica por isso a tua vida” [1].

Como aquele homem que foi bispo e viveu em meio à agitação da vida social sem perder sua profunda intimidade com Deus, desejo que sigamos os seus passos. Quero aprender, com minhas atitudes, “que é necessário lembrar-se de Deus com mais freqüência do que se respira” [2]. Não podemos nos esquecer que sem Deus somos vazios, e o mundo não precisa de pessoas vazias. Sugiro para todos os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, Editora Loyola e Meditações sobre a Fé, Editora Palavra e Prece (quem leu pode comentar…)

Tenha um bom restante de semana. Em breve meditarmos sobre São Gregório de Nissa, famoso místico dos primeiros séculos.

Notas:
[1] BENTO XVI. Os Padres da Igreja. São Paulo: Pensamento, 2010; p. 85.
[2] Ibid; p. 84.
[3] COLA SILVANO. Operários da primeira hora: perfis dos Padres da Igreja. São Paulo: Cidade Nova, 1987; p. 50-54. (Obra sugerida para aprofundamento).

Por Diácono Daniel, SCJ.

JOÃO BATISTA, O PROFETA DO ALTÍSSIMO


Neste dia 24 de junho, sexta-feira, a nossa mãe Igreja comemora a Solenidade da Natividade de São João Batista, o profeta que foi, em sua essência, o fiel arauto do reino de Deus.  João Batista é, excepcionalmente, o único santo a quem a Igreja dedica duas de suas festas: o nascimento e o martírio. Esse fato singular já é suficiente para despertar nossa atenção acerca desse profeta que, por meio de sua voz, anunciava um reino iminente, renovando a promessa feita por Deus aos patriarcas do Antigo Testamento.

Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e, principalmente, por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atinge a sua plenitude. Ele é, assim, um dos elos entre o Antigo e  o Novo Testamento.

São João Batista despertou para a vocação profética, para o cumprimento de sua missão, ainda no ventre de sua mãe, de onde, estremecendo de alegria, já anunciava a presença do Cristo, do Salvador dos homens.  Em sua primeira manifestação, ele nos ensina que a felicidade é o sentimento inerente a toda pessoa que está repleta da graça divina.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, por meio da oração e da penitência, para cumprir sua missão. Mediante uma vida extremamente coerente, ele não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo.” (Mt 3,2)

São João Batista viveu integralmente a sua vocação, pois sabia que devia “preparar o caminho do Senhor, aplainar as suas veredas.” Ele não se deixou levar pelos erros ou pelas imperfeições. Basta perceber que, quando diante de Herodes, todos se deixavam